| Auto-conhecimento |
||||||
Quando você conversa com você mesmo, a finalidade principal é entender, primeiro: quais são suas forças e quais suas fraquezas. Quais são seus pontos fortes e pontos fracos. Ou seja, quais são os seus limites e quais são os seus alcances. Todos nós sabemos que a maior parte dos erros que nós cometemos na vida deve-se ao fato de não conhecermos nossos pontos fortes e fracos. Às vezes nós não estamos preparados para fazer alguma coisa e nos metemos a fazer. Não conhecemos o nosso limite. Ou poderíamos ter feito uma coisa que não fizemos porque não conhecemos o nosso alcance. Portanto, o principal dos conhecimentos é o conhecimento de nós mesmos. Quais são nossos pontos fortes, nossos pontos fracos, como é que está minha auto-estima, minha auto-confiança. São temas que interessam muito porque a auto-estima está ligada com a nossa capacidade de ser feliz. Se você pedir uma definição de auto-estima eu vou dizer assim: “A auto-estima é o sistema imunológico da felicidade”. Assim como o sistema imunológico impede que eu fique doente, a auto-estima impede que eu seja infeliz. Porque, se me gosto, mas me gosto de verdade, tudo o que acontecer de ruim ao meu entorno, os problemas que vêm de fora para dentro, batem numa espécie de escudo que tenho, que se chama auto-estima, e caem no chão. A construção da auto-estima é o que as pessoas, às vezes, renegam a segundo plano, e se esquecem que a construção dela, assim como a da auto-confiança, obedece aos mesmos padrões mentais que o da construção da estima ou da confiança por outra pessoa. Vamos falar sobre confiança, por exemplo. Você confia em uma pessoa desde que essa pessoa lhe dê motivos. A gente não confia a priori. Podemos dar, no máximo, um voto de confiança. É preciso que você dê motivos. Normalmente confiamos em uma pessoa que cumpre o que promete, que só promete o que pode cumprir e assim por diante. Estamos sempre analisando as outras pessoas para ver se elas são dignas de confiança. E nos esquecemos de analisar a nós mesmos para ver se somos dignos de confiança para nós mesmos. Interessante que as pessoas, principalmente as mais jovens, têm uma auto-confiança que nós costumamos chamar de vazia. Pergunte para um jovem de 15 anos se ele confia nele e ele naturalmente vai dizer: “Claro que eu confio em mim. Lógico”. Mas se você perguntar o porquê, ele não sabe. Ele vai dizer algo assim: “Ah, sei lá, eu confio em mim porque eu sou mais eu”. Mas se você perguntar a um garoto, por exemplo, que está se preparando para o vestibular: “Você confia que vai passar no vestibular”? Ele vai dizer: “Sim, confio”. E você perguntar: “Por quê”? E ele diz assim: “Eu confio que eu vou passar porque nunca faltei às aulas. Porque fiz todos os vestibulares simulados, porque estou mantendo o histórico acima de 70%, porque estudo todo dia”. Muito bem. Então, neste caso, existem motivos, existem bases para o exercício dessa auto-confiança. Por isso essa é uma pergunta que temos de fazer sempre: “Por que eu confio em mim”? Ou: “Por que eu não confio?” Pode acontecer de eu não confiar. Ou: “Por que eu gosto de mim”? Ou: “Por que eu não gosto”? A infelicidade está profundamente ligada com o fato de você não gostar de você mesmo. Só que a maioria das pessoas que têm problemas nessa área desconhece totalmente que tenha problemas de auto-estima. Tudo dentro dos chamados diálogos internos. |
|
|||||
Direitos Reservados Não estão previamente autorizadas cópias ou transcrições, parciais ou totais, em qualquer meio, para fins comerciais ou de recebimentos de vantagens diretas e indiretas, exceto no caso de utilização em meios de projeção visual específicos para cursos e palestras que divulguem este material. |
||||||