| |
Mais doações, mais pessoas beneficiadas
A história da filantropia no Brasil é muito antiga e habitualmente esteve ligada às práticas da Igreja Católica. O fortalecimento do Estado, entre as décadas de 30 e 70, centralizou essas iniciativas na esfera governamental.
Na metade dos anos 80, por conta da extrema redução dos investimentos governamentais em projetos sociais, definida pelo contingenciamento financeiro das contas públicas, o número de organizações independentes de caráter social, cultural e ambiental cresceu muito. Essas entidades adquiriram tamanha relevância que constituíram o denominado Terceiro Setor.
A nova ordem mundial, a partir da década de 90, não trouxe somente novos conceitos econômicos e comerciais, definiu uma nova metodologia de trabalho e eficiência para o Terceiro Setor em âmbito global.
No começo deste novo milênio, com as ocorrências de fraudes contábeis corporativas nos países desenvolvidos, o Terceiro Setor também mergulhou nos critérios de governança, com transparência e resultados devidos às suas partes interessadas, que somos todos nós.
O Terceiro Setor, composto por milhares de ONGs, envolvidas nas mais diversas causas, vivencia seu momento de choque ético. A par disso, a Serasa criou, em 2005, em seu site (serasa.com.br), o Espaço Terceiro Setor, que oferece informações sobre várias entidades beneficentes, com probidade reconhecida. É uma atitude cidadã que orienta as pessoas bem intencionadas a atingir o seu propósito: ajudar o próximo, neste caso, por meio da filantropia. Doando, o cidadão, por exemplo, deixa de dar esmola para as crianças no semáforo e ajuda as organizações voltadas para a sua inclusão social.
Mais do que nunca, a filantropia também busca a eficiência e a maximização de seus recursos. Hoje, todo cidadão que faz uma doação não quer só estar bem com a sua consciência, quer saber o destino de sua contribuição, que é seu direito. Portanto, fazer doação é um ato que exige responsabilidade na escolha da entidade e até mesmo respeito do cidadão doador pelos seus próprios recursos, pois quem doa compartilha seu consumo e seu bem-estar.
O objetivo deste guia é orientar e, porque não dizer, ensinar as pessoas a fazer uma boa doação, utilizando os dispositivos legais. É um manual da boa vontade aliada à racionalidade financeira. O governo permite isenções fiscais para as doações e é importante conhecê-las, pois esta é uma forma para se ampliar os recursos destinados aos nossos semelhantes mais carentes, principalmente a criança e o adolescente.
A relação é muito simples. Mais doações significam direcionamento do imposto a pagar e, portanto, mais pessoas beneficiadas. É fazer o bem aproveitando seus direitos, muitas vezes desconhecidos.
Agradeço aos profissionais que se dedicaram à elaboração deste guia e que são especialistas em suas áreas - José Fernando da Silva, Eduardo Pannunzio, Eduardo Szazi, Marlova Jovchelovitch Noleto e Sandra Amaral de Oliveira Faria –destacando que por esta iniciativa demonstraram um ato cidadão e que a Serasa tem o compromisso de divulgar esta obra por todo o território nacional, que é a área de atuação da empresa. Além de suas reconhecidas iniciativas de responsabilidade social, a Serasa quer, por meio deste guia, alavancar e dar uma dimensão muito maior às atitudes individuais, formando uma verdadeira corrente para o bem.
Desejo a todos uma ótima leitura e um novo exercício de cidadania a partir desta.
Elcio Anibal de Lucca
Presidente da Serasa
|
|