O livro é resultado de uma pesquisa da Unesco,
conduzida por Mary Garcia Castro, Miriam Abramovay, Maria das Graças
Rua e Eliane Ribeiro. A pesquisa analisou projetos em diversos Estados
do País, com o objetivo de formar uma base para formulação
de políticas públicas voltadas para a juventude, em especial
de grupos na pobreza.
Grupo Cultural Olodum
1991
Salvador–BA
Organização Não-Governamental
Responsável
João Jorge dos Santos Rodrigues
diretor-executivo
(71) 322 8069
eco@e-net.com.br
Experiência analisada
Escola Criativa Olodum (ECO)
Locais onde são realizadas as atividades
A Escola Criativa Olodum funciona no centro histórico do Pelourinho.
Origem dos recursos
Os projetos de resgate da cidadania e da cultura negra e o projeto de
Capacitação Solidária são apoiados pela Prefeitura
de Salvador. Os alunos da Escola Criativa Olodum (ECO) são financiados
pelo Grupo Cultural Olodum.
Áreas de atuação
Educação, arte, cultura afro-brasileira e profissionalização.
Objetivos
Preservar a cultura negra por intermédio da arte.
Reforçar a identidade negra nos meninos e nas
meninas.
Complementar o ensino formal com informações
que exercitem a prática da cidadania.
Promover a capacitação técnica profissional
dos meninos e meninas pertencentes ao projeto.
Público-alvo
O público da Escola Criativa Olodum é composto por crianças
e adolescentes em situação de risco social e jovens com
pouca qualificação para o mercado de trabalho.
A faixa etária varia entre 7 e 21 anos.
Projeto Cidadania, Arte e Educação
(Ciarte)
Secretaria de Educação do Município de Cuiabá–MT
2000
Cuiabá–MT
Pública estadual
Responsável
Pedro de Oliveira
coordenador do projeto
(65) 623-4447
gab-sme@cuiaba.mt.gov.br
Locais onde são realizadas as atividades
Escolas municipais de Cuiabá, principalmente nas unidades escolares
de bairros de baixa renda.
Origem dos recursos
Os recursos são próprios da Prefeitura Municipal.
Áreas de atuação
Arte, educação e cultura de rua (rap, break e grafite).
Objetivos
Divulgar, envolver e sensibilizar adolescentes, jovens,
famílias e a sociedade, no sentido de que é possível
viver uma cultura de paz, de valorização da vida e de respeito
pelo ser humano.
Integrar e unificar as comunidades envolvidas; superar
a violência.
Desenvolver o protagonismo juvenil e social.
Público-alvo
O projeto beneficia, principalmente, jovens do sexo masculino, de 11 a
25 anos.
Cores de Belém
Prefeitura Municipal de Belém
Secretaria Municipal de Educação
Coordenadoria de Esportes, Arte e Lazer
1999
Belém–PA
Pública-estadual
Responsável
Fátima Monteiro
diretora da Coordenadoria de Esportes, Arte e Lazer
(91) 276-3493
Locais onde são realizadas as atividades
Escolas da rede municipal. Também são aproveitados os espaços
de lazer, praças e campos de futebol, e todo equipamento de lazer,
público ou privado, disponíveis.
Origem dos recursos
Os recursos do programa são próprios e exclusivos da Prefeitura,
especificamente da Secretaria Municipal de Educação. Os
cursos do projeto estão incluídos no orçamento do
Ministério da Educação.
Área de atuação
Promoção, articulação e mobilização
de grupos que trabalham com grafite, teatro, música, artes visuais
e plásticas.
Objetivos
Estimular o desenvolvimento da auto-estima pela valorização
da produção artística dos grafiteiros.
Favorecer o fortalecimento do movimento da juventude,
garantindo o respeito e o exercício da cidadania.
Revitalizar a memória cultural dos bairros por
meio de manifestações artísticas de grafitagem, fortalecendo
o amor pelo patrimônio cultural da cidade.
Estabelecer espaços interativos, nos quais o jovem
possa participar e se integrar de forma efetiva.
Propiciar que os espaços utilizados na realização
das atividades venham colaborar para o desenvolvimento integral dos jovens,
para que seja possível estabelecer relações harmoniosas
“consigo e com o outro”.
Expor a produção dos jovens atendidos pelo
projeto Cores de Belém.
Debater propostas de organização e atuação
do movimento grafiteiro.
Congregar os diversos movimentos que trabalham com os jovens e as instituições
de assistência a jovens em situação de risco.
Socializar o projeto Cores de Belém com escolas
e sociedade civil em geral.
Fortalecer a política cultural desenvolvida pela
Prefeitura.
Garantir o aperfeiçoamento de técnicas
artísticas a partir de oficinas plásticas, possibilitando
ao jovem condições de ingressar no mercado de trabalho.
Público-alvo
O projeto Cores de Belém atende jovens de baixa renda e, geralmente,
pouca escolaridade, com idade entre 13 e 22 anos. São moradores
de periferia e, em alto grau, vítimas da violência. Em geral,
são ex-pichadores e ex-integrantes de gangues, alguns desses jovens
já praticaram algum ato infracional. A maioria dos participantes
é do sexo masculino.
Cidade Escola Aprendiz - Projeto 100 muros
Cidade Escola Aprendiz
1997
São Paulo–SP
Organização Não-Governamental /Associação
Civil Privada sem fins lucrativos
Projeto 100 muros
Resonsável
Fernando Rossetti
coordenador geral
(11) 3819-9225/9226
aprendiz@uol.com.br
Locais onde são realizadas as atividades
São Paulo: Bairro da Vila Madalena e Brás
Origem dos recursos
Fundação BankBoston, Unicef, Unesco, Senac, Instituto Ayrton
Senna, Banco Bradesco, Fiat Automóveis, Nortel, Comgás,
Microsoft, Colégio Bandeirantes e construtora Cyrela. É
importante destacar que, aproximadamente, 21% do orçamento decorre
de doações de parceiros que doam menos de R$2.100,00 por
mês.
Áreas de atuação
Educação, arte, cidadania e trabalho.
Objetivos
Estabelecer e disseminar uma nova concepção
de educação a partir do uso de tecnologias para a comunicação.
Desenvolver uma “Pedagogia Aprendiz”, que
parte do princípio de que o saber e a produção educativa
não se restringem aos parâmetros curriculares da escola formal,
nos quais muitas vezes a educação é encarada como
mera transmissão de informações.
Melhorar a qualidade de ensino de crianças, adolescentes
e jovens, tendo como principal foco “ensinar a conhecer (transformar
informações em conhecimento), a fazer (aplicar o conhecimento),
a ser (ter um projeto de vida) e a conviver (o que introduz a dimensão
de cidadania)” (In site aprendiz).
Público-alvo
Crianças, adolescentes e jovens com faixa etária entre 5
e 18 anos, estudantes da rede pública e particular, residentes
na cidade de São Paulo. Uma das quatro turmas fixas tem um trabalho
com meninos autores de ato infracional da Febem do Tatuapé (São
Paulo). As turmas são compostas por jovens de ambos os sexos.
Viva Rio
1995
Rio de Janeiro–RJ
Organização Não-Governamental
Educação Comunitária (Telecurso Comunidade e Telessalas
2000) e “Rock in Rio por um mundo melhor”
Responsável
Rubem César Fernandes
diretor-executivo
(21) 3826-1909
vivario@vivario.org.br
Locais onde são realizadas as atividades
O Viva Rio trabalha com cerca de 400 comunidades de baixa renda em 34
municípios do Estado do Rio de Janeiro.
Origem dos recursos
Os recursos são oriundos de diversas fontes. No ano 2000, 95% dos
recursos eram provenientes de fontes nacionais e apenas 5%, de fontes
internacionais. Desses recursos, 40% tinham o financiamento de instituições
públicas e 60%, da iniciativa privada.
Áreas de atuação
Educação, desenvolvimento comunitário, direitos humanos
e segurança pública.
Objetivos
Incentivar e mobilizar a população, as
associações e as empresas para o desenvolvimento de uma
sociedade mais justa e democrática.
Combater a baixa escolaridade de jovens e adultos de
comunidades de baixa renda do Rio de Janeiro, por meio da promoção
do ensino de primeiro e segundo graus.
Fortalecer a auto-estima do jovem, resgatar a sua cidadania
e corrigir disparidades sociais.
Preparar estes jovens para um melhor aproveitamento de suas possibilidades
de geração de renda em face das exigências impostas
pelo avanço tecnológico.
Público-alvo
As ações do Viva Rio estão voltadas principalmente
para jovens vulneráveis aos riscos sociais.