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Segundo o
neuropsicólogo Daniel Fuentes, coordenador de Ensino e Pesquisa
do Ambulatório do Jogo Patológico e Outros Transtornos do
Impulso (AMJO), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas,
a proporção é de quatro mulheres para cada homem
com a doença.
Os especialistas
ainda não sabem precisamente o porquê da oneomania ser mais
comum em mulheres, mas acreditam que o motivo está diretamente
relacionado a condições culturais. Os fatores que levam
a doença a afetar principalmente as mulheres são objeto
de estudo da equipe do AMJO.
Para Fuentes,
a doença pode estar associada a transtornos do humor e de ansiedade,
dependência de substâncias psicoativas (álcool, tóxicos
ou medicamentos), transtornos alimentares (bulimia, anorexia) e de controles
de impulsos.
A oneomania
também emerge para aliviar sentimentos de grande frustração,
vazio e depressão. É um desejo de possuir, de ter poder,
que fica reprimido. Ao não conseguir dar vazão ao seu desejo,
a pessoa sofre uma enorme pressão interna que a leva à necessidade
de possuir coisas novas como única forma de prazer, explica a psicóloga
Denise Gimenez Ramos, coordenadora do Programa de Pós-graduação
em Psicologia Clínica da PUC-SP.
Os oneomaníacos
têm o consumo como vício, assim como um alcoólatra
que necessita da bebida. Enquanto está comprando, a pessoa sente
alívio e prazer dos sintomas, que passado um tempo voltam rapidamente.
O efeito do ato de comprar é semelhante ao de tomar uma droga.
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