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Ilustração - Primeiros passos* para não cair na armadilha da inadimplência
 
 
Primeiros passos* para não cair na armadilha da inadimplência
O primeiro passo é se conscientizar que o dinheiro não é elástico, por isso é importante saber o que é imprescindível e guardar uma parte. Nós somos os responsáveis pelo nosso futuro.

O segundo é reunir a família. Faça um levantamento de todos os gastos, inclusive com o cafezinho. O casal deve sempre decidir em conjunto onde cortar gastos, quanto guardar e onde pôr o dinheiro.

O terceiro é traçar objetivos: metas de curto, médio e longo prazos.

O quarto é abandonar a onda de consumismo (saia de casa com apenas uma folha de cheque na carteira e adquira o hábito de sair de casa com o dinheiro contado).
O quinto é começar a economizar nas pequenas coisas (dar valor ao dinheiro que ganha com muito suor):
- Utilizar racionalmente o telefone celular;
- Trazer o sanduíche de casa;
- Comprar um aditivo para o carro e abastecê-lo com gasolina comum;
- Habituar-se a apagar a luz toda vez que sair de um recinto e usar lâmpadas menos potentes em certos ambientes;
- Fechar bem a torneira para que ela não fique pingando;
- Diminuir a chama do fogão quando os alimentos começarem a ferver;
- No verão, colocar o chuveiro elétrico na posição “Verão”;
- Pesquisar preços antes de comprar qualquer produto. Não ter vergonha de sair da loja e comprar no vizinho que é mais barato;
- Ficar atento aos preços das tarifas públicas, como água e luz, que têm sofrido reajustes elevados.
O sexto é não avançar no limite do cheque especial – já que as taxas de juros são elevadas. É bom não esquecer que esse limite não é um salário a mais. Tentar diminuir gradativamente o endividamento e só comprar à vista.
- Cheque pré-datado: ao utilizá-lo, faça constar do pedido ou da nota fiscal os números dos cheques pré-datados e as datas previstas para os descontos.
- Os valores deverão fazer parte do orçamento do consumidor.
O sétimo é não parcelar as compras no cartão de crédito, para não arcar com juros de cerca de 8% e 9% ao mês, respectivamente, ou taxas de 152% a 181% ao ano.
Cartão de crédito: o controle das despesas realizadas com cartão exige cuidados. O consumidor deve verificar a conveniência de ter mais de um cartão (alguns consultores são contra ter mais de um), não se esquecendo de incluir, nas despesas, as anuidades. Convém o pagamento integral da fatura. Os juros cobrados no parcelamento são elevados.
O oitavo é cortar supérfluos.
O nono é elaborar um orçamento doméstico.
O décimo é fazer uma pequena reserva no fim do mês, que irá se multiplicar nos meses seguintes, se você tomar gosto pelo hábito da poupança. Um cofrinho em casa é um começo. Tenha sempre como reserva o valor equivalente ao de um salário na conta corrente. Poupar vai aumentar sua auto-estima.
Não há fórmula mágica para melhorar de vida. As pessoas de baixa renda devem buscar serviços extras, aproveitando seu tempo livre ao máximo.

*Dicas dos consultores econômicos
 
     
 
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